Alunos reclamam de condições precárias do Colégio Estadual como a falta de merenda escolar


Publicado em: 07/08/2018 | 93 visualizações


Alunos reclamam de condições precárias do Colégio Estadual como a falta de merenda escolar

Os alunos do turno noturno do Colégio Estadual Marieta Pereira dos Santos realizaram nesta segunda-feira (06) um protesto pela falta de diversos recursos essenciais ao funcionamento do colégio. Segundo eles falta água potável, merenda e professores.

Os estudantes se concentraram em frente ao colégio e com cartazes e frases de efeito mostraram sua indignação pela situação enfrentada por eles no colégio. Depois seguiram em passeata até a praça Leonel Pereira, chamando a atenção da sociedade para suas reivindicações.

Segundo eles, diversas reclamações já foram feitas à direção do colégio, reuniões e conversas, mas sempre dão explicações sem de fato resolverem o problema que já se arrasta por muito tempo e em todos os turnos.

O CEMPS, como é conhecido, é o único colégio do estado na cidade, que substituiu o antigo Colégio Estadual Barão do Rio Branco. Foi criado em 2006 para ser um colégio modelo, com laboratório de ciências, sala de informática, sala de vídeo, amplo espaço no pátio e com quadra poliesportiva. Porém da inauguração até hoje, o colégio foi cada vez mais se distanciando deste patamar de recursos, faltando atualmente requisitos básicos para seu funcionamento.

Algumas outros problemas já foram enfrentados pelo colégio, como as rachaduras nas paredes, que resultaram na construção de novas salas (reveja aqui); A falta de funcionários também tem dificultado o bom funcionamento do colégio, obrigando muitas vezes a Prefeitura Municipal a ceder funcionários para o estado (reveja aqui); Alunos já realizaram outros protestos reivindicando melhorias na rede estadual em Tremedal (reveja aqui).

Na tarde desta terça-feira (07), durante reunião da rede municipal e estadual para discussão sobre a Base Nacional alunos, professores e diretores debateram a questão em busca de soluções.

Gestão da educação estadual

O Colégio é gerido pela diretora Déborah Morais e os vices Nalyne Celene e Jailton Bahia. Os colégios da rede estadual, por sua vez, são subordinados ao Núcleo Territorial Estadual, ligado à Secretaria de Educação do Estado da Bahia.

Os diretores explicam que o Estado tem suprimido a verba da escola e também a quantidade de funcionários, que reduziu de seis para um nos últimos anos, sendo necessário o suporte do poder Executivo Municipal, que cede funcionários para o colégio estadual.

Ainda segundo eles, não falta diálogo e esforço na tentativa de sanar os problemas do colégio, como a questão da água potável, que o reservatório secou e não é permitido ao colégio comprar água e a questão da merenda, que não foi liberado a verba para a compra, estando aguardando o registro de uma ata no Fórum para isso.

A direção também afirma que sempre busca o apoio do NTE, mas que são várias questões burocráticas que impedem o bom funcionamento do colégio.

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Renato Abreu

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