Novo empreendimento à beira da represa traz nova perspectiva de lazer mas também gera preocupação

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Novo empreendimento à beira da represa traz nova perspectiva de lazer mas também gera preocupação

Um novo empreendimento de lazer se iniciou há poucos dias em Tremedal, O Prainha área lazer, que recebeu este nome por estar situado à margem da represa de abastecimento da cidade num local onde as pessoas costumavam frequentar para piqueniques, passeios, banhos etc. Com o passar do tempo e a atenção voltada para outros locais e outras formas de divertimento, a prainha ficara esquecida, voltando agora a chamar a atenção com a área de lazer montada.

Manoel, conhecido como Néu de Zau, é o idealista do espaço de lazer. Tendo criado à margem da represa uma estrutura com piso de concreto, quiosques cobertos com palha de coqueiro, banheiros, e uma ampla área de estacionamento, montou o cenário característico de praia, complementado pela beleza da água próxima.

Após iniciadas as atividades no local, houve problemas com a questão da licença para o devido funcionamento às margens da barragem de abastecimento da cidade, que é de competência federal através do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS). O dono do estabelecimento fez um requerimento de licença Ambiental para a prefeitura. Em conversa com o Sr. Manoel, ele explicou que está adequando o espaço a todas as normas exigidas para que possa ficar regularizado e poder funcionar.

O TR conversou sobre o assunto com o secretário de Desenvolvimento Agrário, Joaquim Nonato, que integra o Conselho Municipal de Meio Ambiente.

A área em torno das represas públicas, cerca de 200 a 600 metros é uma Área de Proteção Permanente (APP), que deve ser conservada inclusive com árvores para evitar o assoreamento da represa, o que vale também para as margens de rios, com algumas diferenças nas metragens. Apesar de ser de responsabilidade federal, o poder executivo municipal tem a incumbência de zelar de tais obras públicas.

Os responsáveis pelo estabelecimento foram, então, notificados, sendo feito um laudo com base nas leis que regem as questões de represa pública de abastecimento, solicitando a regularização junto ao órgão competente, o DNOCS.

O DNOCS já vem atuando em outros casos de construções às margens da represa de abastecimento e na questão do reflorestamento, que é vital para a mesma. Em uma análise recente do órgão, aponta uma grande proporção de resíduos sob a água da represa, resultando em pouco volume de água de fato utilizável, o que se deve também ao travamento das comportas que servem para escoamento destes resíduos, que já é sabido a algum tempo pelo órgão responsável, mas até o momento não foi resolvido.

Renato Abreu