Professor doa imóvel de R$ 25 milhões para a USP


Publicado em 10/07/2024 | 49 Impressões | Escrito por Renato Abreu


Professor doa imóvel de R$ 25 milhões para a USP

Doação de prédio em Poços de Caldas (MG) foi incluída no testamento do antropólogo Stelio Marras. Esta é a maior contribuição que o fundo da instituição já recebeu até então.

Um prédio avaliado em R$ 25 milhões, localizado no Centro de Poços de Caldas (MG), foi doado para o Fundo Patrimonial da Universidade de São Paulo (USP). A estrutura faz parte da herança do antropólogo Stelio Marras, que é professor da instituição.

“Se eu morrer amanhã, o prédio vai ser imediatamente transferido para esse fundo da USP, que vai bancar com os dividendos dessa doação, bolsas de permanência estudantil para cotistas, sociais e raciais, como se diz hoje, para grupos em torno social, economicamente minoritários e vulneráveis”, contou Stelio Marras, em entrevista.

Marras já foi aluno da USP e hoje, além de professor, também atua no Instituto de Estudos Brasileiros (IEB). A família dele é de Poços de Caldas, no Sul de Minas, e parte da herança é o prédio localizado na Rua Rio Grande do Sul. O imóvel possui quatro andares, uma cobertura e abriga um cinema.

A doação já está no testamento dele. O imóvel deverá ser usado integralmente para a concessão de bolsas de permanência estudantil, que devem garantir que grupos minoritários não abandonem as salas da universidade e consigam concluir seus cursos.

Esta é a maior contribuição recebida até então pelo fundo – criado em 2021. O valor deve ser somado aos atuais R$ 34 milhões de patrimônio da instituição.

As doações recebidas são investidas e os rendimentos obtidos são destinados a iniciativas para o fortalecimento da universidade, para a sustentabilidade financeira e a qualidade do ensino e pesquisa.

A doação de bens em testamento para instituições sem fins lucrativos – como fez o professor e antropólogo Stelio Marras para o fundo patrimonial da USP – é chamado “Legado Solidário” e ainda é pouco utilizado no Brasil.

Conforme o professor, é importante falar sobre este tipo legado para estimular a elite brasileira em futuras doações.

“A expectativa é essa de que doadores, doadoras, tenham mais a cara a público e se orgulhem, apesar de todas essas dificuldades de vir a público e ficar tão exposto, mas que eu estou dizendo isso porque o pessoal do Fundo Patrimonial da USP chama atenção para esse fato, ou seja, ele está dizendo, olha, você está fazendo algo de inovação porque há doadores e doadoras, mas eles e elas não se colocam publicamente. E eu só aceitei fazer isso, porque colocando-se publicamente a expectativa é que isso estimule mais doações e também estimule a sensibilidade às questões que são tão prementes para nós no Brasil”, afirmou.

Fonte: G1

 

 

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