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Brasil: Paralisação Nacional contra reforma da Previdência tem pouca adesão em Tremedal

Por: Admin, 15/03/2017 - 00:03, acessos: 131, comentário(s): 0 Paralisação Nacional contra reforma da Previdência tem pouca adesão em Tremedal

Movimentos sociais e sindicais de diversas categorias em, pelo menos, 25 estados e no DF realizam nesta quarta-feira (15) protesto contra a reforma da previdência e do trabalho. Os protestos estão sendo chamados pelos manifestantes como o Dia Nacional de Paralisação e Mobilização e devem envolver categorias dos setores de transportes, educação, estudantes, bancários, trabalhadores dos Correios, entre outros. A mobilização tem como principais reivindicações a não aprovação da reforma previdenciária, dentre outras específicas de cada categoria.

Os servidores públicos municipais de Tremedal, representados em sua maioria pelo SINSERT (Sindicato dos servidores de Tremedal) não aderiram ao movimento. Os servidores estaduais do Colégio Estadual Marieta Pereira dos Santos e do Fórum aderiram à Paralisação. No Colégio estadual houve palestra dos professores e debate com os alunos sobre o tema da reforma da previdência.

CEMPS

Uma das principais bandeiras do Governo Temer, a reforma da Previdência, vem sendo bastante questionada antes mesmo de entrar em votação definitiva. O texto está atualmente em tramitação em uma comissão especial na Câmara dos Deputados, onde deverá ser votada até abril. A proposta do Governo foi apresentada no final do ano passado, e tem gerado debates acalorados, inclusive na base aliada do presidente dentro do Congresso.

A proposta prevê pontos polêmicos, como o estabelecimento de idade mínima aos 65 anos para todos os trabalhadores, além dos 49 anos para conseguir o teto da aposentadoria. Além de dificultar o acesso ao benefício, outra crítica ao projeto é a flexibilização da rendas destinadas a deficientes físicos e idosos de baixa renda, hoje vinculados ao valor do salário mínimo.

Mesmo reconhecendo a resistência  de alguns deputados de passarem alguns pontos bastante criticados, o Governo ainda acredita que pode passar a proposta como está. "Não temos ainda nenhuma indicação de mudar", afirmou o presidente da comissão especial da reforma, Carlos Marun (PMDB-MS)  à Reuters. "São vários os temas polêmicos, mas não vi até agora nada que melhore a situação."

O relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA), afirmou que o governo tem base para aprovar a proposta na Câmara e no Senado. Segundo ele, a reforma teria apoio para passar no Senado ainda neste semestre.

“Eu não duvida de que temos base parlamentar para fazer a aprovação da PEC. Se for necessário, estaremos até dispostos a acolher algumas alterações propostas pelos senadores, no sentido de adiantarmos esse processo, porque a PEC tem a necessidade de andar com maior velocidade.”

Uma das categorias mais envolvida nos protestos é de Professor. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação é uma das entidades à frente do movimento. “Estaremos todos juntos para lutar pelos nossos direitos. Essa Reforma da Previdência é um absurdo. Não podemos permitir esse desmonte. Contamos com a participação de todos os trabalhadores, pois todos seremos afetados com essa medida”, afirma o presidente da CNTE, Heleno Araújo Filho.

A greve é por tempo indeterminado. No dia 25 deste mês, em Brasília, será feita uma avaliação pela coordenação geral da greve (direção da CNTE mais um representante de cada entidade filiada) para decidir as próximas ações a serem tomadas.

A Reforma da Previdência pretende acabar com a aposentadoria especial do magistério tanto para os novos concursados como para quem tem menos de 45 anos, no caso de professoras, e menos de 50 anos, no caso de professores. Isso significa que quase 70% da categoria dos profissionais do magistério, em efetivo trabalho na docência, deixarão de ter direito à aposentadoria especial, sendo 66,48% de professoras (1.164.254) e 82,09% de professores (357.871) que se encontram abaixo da linha de corte.

A reforma traz outros prejuízos como o aumento da idade mínima para aposentadoria, que será de 65 anos para homens e mulheres, além da exigência de 49 anos de contribuição para ambos os sexos a fim de alcançar o teto remuneratório máximo no serviço público e na iniciativa privada, que será de R$ 5.531,31 neste ano.

Fonte: El país / CNTE / Exame / Poder360

Renato Abreu

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